SIP critica inatividade da CIDH no caso do assassinato de Guillermo Cano, há 31 anos Reprodução

SIP critica inatividade da CIDH no caso do assassinato de Guillermo Cano, há 31 anos

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) cobrou da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) uma decisão no processo do assassinato do ex-diretor do jornal colombiano El Espectador Guillermo Cano, ícone da luta pela livre expressão e morto em 1986 a mando do narcotraficante Pablo Escobar. Segundo o diário da Colômbia, um ano após a denúncia de que o processo esteve mais de uma década inativo no Sistema Interamericano de Justiça, o caso permanece paralisado.  

Em 2001, a CIDH concluiu que o governo da Colômbia não havia cumprido com sua obrigação de garantir a vida do jornalista e também com seu dever de investigar, julgar e condenar os responsáveis pelo crime. Em seguida, ficou decidido que as autoridades colombianas seriam chamadas a responder diante da Comissão. Inexplicavelmente, relata o El Espectador, o governo nunca foi notificado.

Ricardo Trotti, diretor executivo da SIP destacou que, diante da impunidade no processo, a entidade tem pedido de forma reiterada ao Sistema Interamericano e à Justiça colombiana que prossigam com as investigações. Trotti criticou que, quase oito anos depois de o assassinato ter sido qualificado como um crime contra a humanidade, o poder judiciário pouco fez para identificar todos os responsáveis e envolvidos. Em 31 anos, apenas duas pessoas foram condenadas pelo homicídio.

Cano foi assassinado a tiros em 17 de dezembro de 1986, quando deixava a sede da redação do El Espectador em Bogotá. Por sua dedicação jornalística para informar sobre os crimes do narcotráfico, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) batizou com o nome dele seu prêmio de liberdade de imprensa.

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