União Europeia cria lista negra de cibercriminosos de fora do bloco e coordena punições Reprodução

União Europeia cria lista negra de cibercriminosos de fora do bloco e coordena punições

A União Europeia (UE) informou nesta sexta-feira (17) ter criado uma lista negra para punir responsáveis por ataques cibernéticos de fora do bloco. Pela primeira vez, segundo comunicado do Conselho Europeu, será possível impor sanções a pessoas ou entidades responsáveis por ataques (ou tentativas) cibernéticos ou, ainda, que forneçam apoio financeiro, técnico ou material para essas ações criminosas, de origem exterior.

O objetivo do novo regime, continua o Conselho, é acabar com o sentimento de impunidade dos organizadores de tais ataques com efeitos econômicos por vezes devastadores. "Nossa mensagem aos governos, regimes e gangues criminosas que estão se preparando para realizar ciberataques é clara: a comunidade internacional tomará todas as medidas necessárias para preservar o estado de direito e as regras do sistema internacional que tornam nossas sociedades seguras", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico Jeremy Hunt.

As medidas restritivas incluem a proibição de viajar para a UE e o congelamento de bens. Além disso, as pessoas e entidades do bloco estão proibidas de disponibilizar fundos para indivíduos e entidades inscritas na lista de ciberataques. A UE não citou um país em particular, mas os europeus denunciaram em várias ocasiões ataques que partiram da Rússia, da China, da Coreia do Norte e do Irã. A Inteligência holandesa anunciou que, em abril de 2018, expulsou quatro agentes russos que estavam planejando um ataque cibernético à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), baseada em Haia.

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ttps://www.dw.com/es/la-ue-crea-un-marco-de-sanciones-para-los-responsables-de-ciberataques/a-48775744

https://www.consilium.europa.eu/pt/press/press-releases/2019/05/17/cyber-attacks-council-is-now-able-to-impose-sanctions/