Assédio online nas redes sociais coloca em risco a vida dos jornalistas, alerta SIP Reprodução

Assédio online nas redes sociais coloca em risco a vida dos jornalistas, alerta SIP

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) rechaçou nesta quarta-feira (22) o número cada vez mais frequente de campanhas de estigmatização contra jornalistas nas redes sociais. Ao comentar o recente caso envolvendo assédio online a Nicholas Casey, chefe do escritório dos Andes do jornal The New York Times e integrante da Fundação para a Liberdade de Imprensa (FLIP) da Colômbia, a presidente da entidade, María Elvira Domínguez, disse que esse tipo de ataque, em especial quando feito por parte de agentes públicos e difundidos nas mídias interativas, cria um ambiente hostil para a imprensa, instigando violência contra jornalistas (com mais risco de morte) e empresas noticiosas.

Casey deixou a Colômbia no último domingo (19) por ter sido alvo do que chamou de “acusações falsas” do governo, após publicar uma reportagem crítica às Forças Armadas colombianas. Um dia antes, sábado (18), reportagem do jornalista relatou que ordens de maior letalidade do Exército colombiano colocaram em risco os civis do país, segundo informação de oficiais. No mesmo dia a senadora María Fernanda Cabal, do partido Centro Democrático, o mesmo do presidente Iván Duque, postou em sua página no Twitter uma foto do jornalista acusando-o de ligação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e de ser pago para escrever "contra o Exército colombiano".

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