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UE volta a repreender Google e Facebook por desinformação espalhada na internet Reprodução

UE volta a repreender Google e Facebook por desinformação espalhada na internet

Autoridades da União Europeia (UE) voltaram a cobrar, na última sexta-feira (14), ação mais eficaz das empresas de tecnologia como Google e Facebook no combate à desinformação online, após um força-tarefa do bloco ter identificado esforços para espalhar falsos conteúdos capazes de influenciar as opiniões dos eleitores no último pleito europeu, em maio passado. O bloco quer que as empresas com plataformas de mídias interativas compartilhem dados sobre suas atividades para a disseminação de notícias falsas, informações deturpadas e outros conteúdos fraudulentos.

O relatório da Comissão Europeia revela um resultado positivo nas iniciativas do bloco para reduzir os impactos das falsidades espalhadas no meio online, mas que não impediram uma atividade "contínua e sustentada" de russos e alguns grupos locais para promover desinformação e influenciar a opinião pública no período eleitoral.

A força-tarefa da UE não encontrou “uma campanha maciça de manipulação das eleições europeias orquestrada por um único ator", mas identificou mil casos compatíveis com tentativas de interferir no debate eleitoral desde janeiro de 2019, acima dos 400 casos detectados no mesmo período de 2018. Há evidências, de acordo com o relatório, de que usuários russos e europeus da internet buscaram disseminar visões extremas e polarizar debates sobre assuntos sensíveis, tais como religião, migração e a legitimidade democrática do bloco, numa tentativa de desestimular os eleitores de irem às urnas e influenciar os seus votos.

Algumas fontes políticas domésticas repetiram as táticas russas, segundo a UE, com bots e relatos falsos tendo sido usados para ampliar este tipo de esforços. “Não é necessariamente violar a lei, mas sim tentar enganar”, disse o comissário de Segurança do bloco, Julian King.

O relatório, que será discutido durante uma cúpula da semana que vem, registra resultados positivos a partir do pacote de medidas tomadas pela UE para combater a desinformação digital. O estudo enfatiza, por exemplo, a criação de um Sistema de Alerta Rápido destinado a facilitar o intercâmbio de informações entre os Estados-Membros e as instituições da UE. 

Uma versão final do documento deverá ser publicada no fim do ano. Autoridades da UE afirmam que, depois disso, debaterão formas de aumentar a regulamentação sobre plataformas da internet.

Leia mais em:

https://es.reuters.com/article/technology/idESKCN1TF1K4

http://europa.eu/rapid/press-release_IP-19-2914_pt.htm

https://www.nytimes.com/2019/06/14/business/eu-elections-russia-misinformation.html

https://www.cnbc.com/2019/06/14/facebook-google-twitter-need-to-do-more-to-tackle-fake-news-eu-says.html