Quase todos os diários de Portugal operam no modelo de assinaturas digitais Reprodução

Quase todos os diários de Portugal operam no modelo de assinaturas digitais

Os jornais de Portugal adotaram quase que integralmente o modelo de sistema de assinaturas digitais. Até mesmo os diários esportivos e o popular Correio da Manhã trabalham agora com parcela de seus conteúdos destinados exclusivamente aos assinantes, segundo o jornal espanhol El País. Especializado em economia, o diário Eco é o único que permanece com seu site totalmente aberto.

A estratégia dos jornais, de acordo com o El País, passa por uma lenta redução dos textos que podem ser lidos gratuitamente e um aumento na oferta de conteúdos exclusivos mediante pagamentos promocionais de um euro ao mês. “A informação de qualidade tem um preço que tem de ser pago ou ela desaparecerá”, diz João Vieira, diretor do Expresso, líder em vendas no papel e em digital. “É a única maneira de manter um jornalismo independente”. O Expresso lançou sua edição online em 2014, quando tinha 9,3 mil assinantes. Hoje, são 27 mil, e o objetivo e superar os 30 mil até o fim de 2019.

O jornal Público, por sua vez, adorou o paywall no último mês de abril. “Há uma década não estávamos preparados para pagar por nada, agora já fazemos isso por séries do Netflix ou pela música do Spotify. No caso da informação, creio que os cidadãos compreenderam sua parte de responsabilidade na manutenção do jornalismo de qualidade”, disse o diretor do diário, Manuel Carvalho. O Público deve reservar no máximo 25% de sua produção jornalística aos assinantes. “Não queremos renunciar ao tráfico, não tanto pela publicidade, mas pela possibilidade de fidelizar o leitor, que acaba assinando”, afirmou Carvalho.

Veículos portugueses nascidos no meio digital também trabalham agora com paywall. É o caso do diário Observador, fundado há cinco anos. “Nascemos como jornal digital, com linha editorial liberal e totalmente aberto. Primeiro tínhamos que conseguir notoriedade, uma vez que ela foi alcançada começamos, há 12 meses, a reservar alguns conteúdos exclusivos, cerca de 15%”, afirmou José Manuel Fernandes, fundador do jornal.

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