Jornais dos EUA com menos conteúdo gratuito têm paywalls mais bem-sucedidos, diz estudo Reprodução/Nieman Lab/Shorenstein Center/Lenfest Institute

Jornais dos EUA com menos conteúdo gratuito têm paywalls mais bem-sucedidos, diz estudo

Os jornais norte-americanos com melhor desempenho nos seus modelos de conteúdo digital pago são aqueles que optaram por maiores limites no número de amostras gratuitas que oferecem aos leitores em seus sites, mostra nova pesquisa do Shorenstein Center e do Lenfest Institute.

O estudo, realizado junto a mais de 500 jornais dos Estados Unidos entre 2011 e 2018, identificou que os publishers que informaram taxas de parada acima dos 6% dos visitantes únicos têm prósperos sistemas de assinatura digital, equipes robustas e estratégias de envolvimento do público bem desenvolvidas. 

As taxas de paradas são os percentuais de usuários digitais que recebem alerta com oferta de assinatura, de que o conteúdo é pago ou de que há limite de leitura. O índice é calculado pelo número de usuários parados em um determinado mês em relação ao número de visitantes únicos durante esse período.

Entre os veículos com maior taxa de parada, estão grandes diários metropolitanos, com índices aproximadamente o dobro da média verificada entre todos os jornais estudados (3,64%). Os jornais com negócios digitais “sustentáveis” trabalham com taxas de paradas igual ou acima de 4,2% de todos os leitores.

Os paywalls da maioria dos jornais ficaram mais restritos com o tempo, indica o levantamento. Quando o pioneiro The New York Times lançou suas assinaturas digitais em 2011, por exemplo, oferecia 20 artigos gratuitos por mês. Hoje, mais da metade dos publishers avaliados pela pesquisa oferece cinco ou menos textos gratuitos mensais. Além disso, com o tempo, os jornais passaram a colocar um volume mais variado de conteúdos para trás dos paywalls, deixando o livre acesso para textos que ainda geram receita de publicidade.

Isso não quer dizer que os paywalls de melhor resultado nos Estados Unidos estejam mais duros. Pelo contrário, procuram personalização e flexibilidade nos pacotes de ofertas. Os jornais líderes, diz o estudo, também facilitam as aquisições e os cancelamentos (incluindo praticidade via mobile). Outra característica dos jornais líderes é a clara definição de seus mercados.

O estudo revela que a retenção permanece sendo um grande desafio. Entre os leitores via desktop dos dez grandes jornais metropolitanos dos Estados Unidos, segundo a pesquisa, apenas 29% dos usuários apresentados a ofertas e opções de preços chegaram ao segundo passo, no qual fornecem seu endereço de e-mail. Apenas 14,8% atingiram a etapa em que é solicitado a eles informações sobre pagamento, e 9,9% chegaram à página de confirmação de compra.

Leia mais em:

https://www.niemanlab.org/2019/08/tighten-up-that-paywall-and-some-other-lessons-from-a-study-of-500-newspaper-publishers/

https://www.ami.info/evolucion-muros-pago-estudio.html