Vivemos a revalorização da verdade, diz presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa Reprodução

Vivemos a revalorização da verdade, diz presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa

A imprensa dos países das Américas encerra a primeira década do século 21 sob ataque, inclusive em países democráticos, e desafiada a encontrar o mais rápido possível uma alternativa de negócios que garanta, na era digital, a sustentabilidade financeira das organizações de notícias. Ao mesmo tempo, o jornalismo tem aos poucos se fortalecido como principal antagonista à desinformação on-line, que ameaça o próprio ofício jornalístico, as liberdades de imprensa e de expressão e a democracia. A análise é do presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol), Christopher Barnes, diretor geral do jornal The Gleaner, da Jamaica.

O jornalista destacou, em comunicado de fim de ano, que a disseminação de notícias falsas por meio de redes sociais e outras mídias causou danos a processos políticos, sociais e eleitorais. “Isso tem o efeito de ofuscar e minar o importante papel do jornalismo na informação da verdade”, disse. No entanto, segundo o presidente da SIP, o fenômeno das notícias falsas também contribuiu para mostrar a relevância do jornalismo confiável. “Vivemos uma revalorização da verdade em todas as frentes”, disse. “Nesta guerra necessária entre verdade e mentira, o papel fundamental do jornalismo e da mídia é aprimorado e amplificado”.

Barnes lamentou a violência contra jornalistas e veículos de notícias durante protestos de cidadãos no Chile, Bolívia e Equador ao longo de 2019. Ele também lembrou a forte repressão exercida pelos governos autoritários da Nicarágua e da Venezuela contra a imprensa, além de mostrar preocupação com os assassinatos de comunicadores no México, Honduras, Colômbia, Brasil e Haiti, acompanhados da impunidade dos criminosos.

“Dentro da tragédia da violência contra jornalistas, o apoio às famílias das vítimas é reconfortante”, disse Barnes. “Este ano, trabalhamos com o governo da Colômbia por meio da Corte e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos em favor das famílias de Nelson Carvajal Carvajal e Gerardo Bedoya Borrero, e esperamos em 2020 colaborar com os governos do Brasil, Colômbia e México para fornecer apoio semelhante às famílias de outros jornalistas cujos assassinatos permanecem impunes”.

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