Júri condena um dos envolvidos na morte do radialista Jefferson Pureza, no interior de Goiás Reprodução

Júri condena um dos envolvidos na morte do radialista Jefferson Pureza, no interior de Goiás

Júri popular ocorrido na cidade de Edeia, no interior de Goiás, condenou Leandro Cintra da Silva a 14 anos de reclusão pelo envolvimento no assassinato do radialista Jefferson Pureza, de 39 anos, em 2018. O julgamento do vereador José Eduardo Alves da Silva, acusado de ser o mandante do crime, e de Marcelo Rodrigues dos Santos, que teria apresentado os menores ao vereador, ainda não foi marcado, mas deverá ocorrer até dezembro, segundo informação da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

O radialista foi morto na noite de 17 de janeiro de 2018, com três tiros no rosto, ao ser surpreendido enquanto descansava na varanda de sua casa. O imóvel fica numa rua da periferia da cidade de Edealina, onde ele morava com a companheira, na época com 17 anos, que estava grávida de quatro meses.

Dos seis acusados, três menores cumprem medidas socioeducativas: um seria o atirador, outro teria pilotado a moto e o terceiro indicado os dois para o serviço. Segundo as investigações, o crime foi negociado por R$5 mil e um revólver. 

O assassinato do radialista foi o primeiro caso tratado pela equipe do Programa Tim Lopes, desenvolvido pela Abraji, com apoio da Open Society Foundations, para combater a violência contra jornalistas e a impunidade dos responsáveis.

Em caso de crimes ligados ao exercício da profissão, uma rede de veículos da mídia tradicional e independente é acionada para acompanhar as investigações e publicar reportagens sobre as denúncias em que o jornalista trabalhava até ser morto. Integram a rede hoje: Agência Pública, Correio (BA), O Globo, Poder 360, Ponte Jornalismo, Projeto Colabora, TV Aratu, TV Globo e Veja.

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