President apologizes for bribery President apologizes for bribery AFP

Publishers da UE dizem que mudança em regra do uso de cookies dará mais poder ao duopólio Google-Facebook

Os principais publishers europeus enviaram uma carta aberta ao Parlamento da União Europeia (UE) e ao Conselho Europeu na qual manifestam preocupação com as novas regras de privacidade online. Os mais de 30 signatários do documento – entre eles Financial Times, Daily Mail, The Telegraph, The Guardian, Le Monde, Die Zeit, Der Spiegel, La Repubblica e El País – dizem que as mudanças darão mais poder sobre a publicidade digital ao duopólio formado pelos gigantes de mídia e tecnologia Google e Facebook, além de outras, como Apple e Microsoft).
 
A nova legislação em estudo altera a obrigatoriedade da permissão dos internautas a cada site para o uso de cookies (arquivos que armazenam as referências de navegação) para uma autorização única e global numa interface via navegador. Na carta, os 33 publishers queixam-se que, com isso, perderão o controle de dados e terão limitadas as suas capacidades de fornecer ao público informações digital de alta qualidade, impedindo-os de operações personalizadas de marketing e serviços de publicidade. “Nós, meios de comunicação, utilizamos os dados gerados pelos nossos leitores para melhorar produtos e serviços, fornecendo informações e publicidade digital que é relevante a eles”, afirmam os publishers.
 
As empresas de mídia alegam ainda que a nova regulamentação reduzirá suas chances de elevar a receita por meio de publicidade, necessária para fazer bom jornalismo. Para eles, a posição dominante do Google e Facebook, que já controlam 20% do volume de negócios mundial, seria reforçada. Os publishers contam com o apoio da CEO do Conselho Europeu de imprensa, Angela Mills Wade. “A atual proposta cria um sistema único de autorização/interligação por meio de motores de busca que tornaria impossível aos publishers usarem as informações geradas pelos leitores para melhorar seus produtos e serviços e oferecer conteúdo relevante e, ao mesmo tempo, facilitaria ao gigantes de dados, Google e Facebook “, ressalta. “Se os publishers não gerenciarem diretamente o consentimento dos leitores será o fim do jogo”, alerta Angela.
 
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