Dezenas de jornais de diferentes estados, incluindo os veículos de maior circulação do país, publicam ao longo desta semana, em suas edições impressas e digitais, o segundo anúncio da campanha da Associação Nacional de Jornais (ANJ) que tem por objetivo valorizar o jornalismo e a informação jornalística no período eleitoral. A iniciativa, que se contrapõe à propagação de notícias falsas nas mídias sociais nesta eleição, integra uma frente mais ampla que a associação mantém no combate à desinformação na internet. Também está em sintonia com as ações dos veículos associados à entidade, que têm investido na qualificação de suas redações e no alerta aos leitores sobre os perigos das inverdades.
Os anúncios, diz o diretor-executivo da ANJ, Ricardo Pedreira, reverberam o trabalho dos jornais no combate às notícias falsas, o que inclui a constante qualificação dos jornalistas em suas tarefas diárias, bem como o forte investimento nas áreas de verificação de fatos, que atuam muitas vezes em conjunto com agências especializadas em fact-checking. “As peças publicitárias produzidas agora têm como foco central orientar o leitor a, em seu processo de decisão de voto, procurar ao máximo se guiar pelas notícias produzidas pelo jornalismo profissional e não por conteúdo duvidoso”, diz.
Pedreira ressalta que o país vive um período crítico, com um ambiente de forte polarização, às vezes até de ‘vale-tudo’, no qual há uma grande quantidade de produção e distribuição nas mídias sociais de material manipulado com má-fé para direcionar o voto dos eleitores. “Trata-se de uma clara ameaça à lisura do processo eleitoral e à democracia”, afirma o diretor-executivo da ANJ.
A campanha envolve três etapas. A primeira circulou a partir do fim de setembro e na primeira semana de outubro. Nesta semana, as peças alertam para as consequências de um voto equivocado – “Quem vota baseando-se em mentiras acaba sofrendo de verdade”. Está prevista ainda uma terceira rodada de anúncios antes do dia 28 de outubro, data do pleito em segundo turno.