O ESTADO DE S.PAULO – 21/10/2018

Andreza Matais

A Polícia Federal instaurou na manhã de ontem inquérito para investigar o disparo de mensagens pelo WhatsApp referentes aos presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O pedido de abertura de investigação partiu da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que quer a apuração de uma eventual utilização de esquema profissional por parte das campanhas, com o propósito de propagar notícias falsas.

Fontes da PF disseram à Coluna do Estadão que as investigações não devem ser demoradas.

Em outra frente, o corregedor nacional da Justiça Eleitoral, ministro Jorge Mussi, decidiu na sexta-feira abrir ação de investigação judicial pedida pelo PT para que sejam investigadas as acusações de que empresas compraram pacotes de disparos em larga escala de mensagens no WhatsApp contra a legenda e a campanha de Fernando Haddad à Presidência da República.

A denúncia foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo. A reportagem diz que empresários estão comprando pacotes de disparos em massa pelo WhatsApp. O jornal não exibiu documentos nem mencionou relatos de testemunhas.

Mussi concedeu prazo de cinco dias para que Bolsonaro, seu vice, Hamilton Mourão, o empresário Luciano Hang, da Havan, e dez sócios das empresas apontadas na ação do PT apresentem defesa no processo, se desejarem.