O GLOBO – 20/10/2018
OPINIÃO
RAQUEL DODGE, procuradora-geral da República, certamente estava com ótimas intenções ao criticar as fake news, defendendo uma regulação perigosa do exercício do direito constitucional à liberdade de expressão.
Para ela, este direito só pode ser exercido para disseminar “verdades”. Mas quem avaliará cada “verdade”? Se for algum burocrata de plantão, resvalaremos para atos de exceção. MESMO DIANTE da avalanche de mentiras que inundam a internet, não se deve deixar seduzir por ideias como a da criação de alguma via rápida para suprimir supostas mentiras, contra o que estabelece a Constituição.
OS CALUNIADOS sempre podem recorrer à Justiça. Enquanto isso, a própria sociedade se organiza para combater as fake news.