O GLOBO – 25/10/2018

Nascido em Belém e radicado em Brasília havia mais de 30 anos, o jornalista Raymundo Costa, repórter especial de política e colunista do jornal Valor Econômico, era respeitado por colegas e políticos dos mais variados partidos. Reconhecido por sua generosidade, Raymundinho, como era chamado pelos amigos, transitava pelos gabinetes do poder, de onde obtinha informações precisas e análises equilibradas.

O repórter participou da cobertura política desde o regime militar à transição democrática para o GLOBO, “Veja”, “Folha de S.Paulo” e “IstoÉ”.

Para a diretora de redação do Valor Econômico, Vera Brandimarte, “o Valor perde um companheiro de todas as horas, que inspirava tanta estima que mesmo com o passar dos anos sempre foi chamado carinhosamente no diminutivo. Raymundinho compartilhava seus conhecimentos sem reservas e formava as novas gerações com muita generosidade.”

O presidente Michel Temer se manifestou no Twitter sobre Raymundo Costa: “Competente, educado e observador atento dos fatos, teve trajetória brilhante em alguns dos melhores veículos de comunicação do país. Minha solidariedade aos amigos e à família.”

Em nota, o governador Rodrigo Rollemberg (DF) lamentou a morte e destacou a humildade e o profissionalismo do jornalista: “A humildade, a capacidade de ouvir e de aceitar os argumentos alheios fizeram dele um exemplo.”

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, também comentou em nota a morte do repórter: “O jornalismo brasileiro perdeu ontem um de seus principais ícones de perspicácia, análise política precisa e carisma, reconhecido tanto por colegas quanto por autoridades que sábia e gentilmente entrevistava”.

Costa faleceu em decorrência de uma septicemia. Ele fora diagnosticado com câncer de pulmão em 2016. Casado com Graziela Murrieta, deixa três filhas e quatro netos.