FOLHA DE S.PAULO – 24/09/2019
Quatro em cada cinco brasileiros acreditam que notícias falsas foram disseminadas para influenciar eleições, segundo uma pesquisa realizada pela Transparência Internacional.
Os números constam no Barômetro Global da Corrupção: América Latina e Caribe, divulgado nesta segunda-feira (23) no mundo todo. No Brasil, a pesquisa foi realizada nos primeiros meses do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).
Foram ouvidas mil pessoas entre fevereiro e abril pelo Instituto Ipsos. A pesquisa tem margem de erro de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de confiabilidade.
Entre os 18 países participantes da pesquisa na América Latina e no Caribe, o Brasil aparece nesse quesito com 82% nas respostas para a pergunta que avaliava o uso de “informações falsas ou notícias falsas sendo disseminadas para influenciar os resultados das votações”. Bahamas marcou 85% nesse quesito.
A Argentina aparece logo atrás do Brasil, com 81%, e a Venezuela, com 80% —vale destacar que, considerando a margem de erro, os quatro países empatam na liderança. As nações com os índices mais baixos são a Costa Rica (52%) e o Chile (59%).
“Nesta pergunta sobre fake news, o Brasil tem, de fato, um resultado assustador. As pessoas falam com que frequência a notícia falsa é utilizada para influenciar os resultados políticos do país. Isso sem dúvida se deve a esse momento durante as eleições de 2018 em que fake news foram muito disseminadas”, afirma Guilherme France, coordenador da pesquisa no Brasil, em entrevista ao UOL.
Entre as instituições avaliadas no quesito corrupção, o Congresso lidera (63%), atrás de representantes governamentais locais (62%) e do presidente da República (57%). No caso da Presidência, entre 2017 e 2019, há um aumento de cinco pontos percentuais —a pesquisa anterior foi realizada logo após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Entre os 18 países participantes da pesquisa na América Latina e no Caribe, o Brasil aparece nesse quesito com 82% nas respostas para a pergunta que avaliava o uso de “informações falsas ou notícias falsas sendo disseminadas para influenciar os resultados das votações”. Bahamas marcou 85% nesse quesito.
A Argentina aparece logo atrás do Brasil, com 81%, e a Venezuela, com 80% —vale destacar que, considerando a margem de erro, os quatro países empatam na liderança. As nações com os índices mais baixos são a Costa Rica (52%) e o Chile (59%).
“Nesta pergunta sobre fake news, o Brasil tem, de fato, um resultado assustador. As pessoas falam com que frequência a notícia falsa é utilizada para influenciar os resultados políticos do país. Isso sem dúvida se deve a esse momento durante as eleições de 2018 em que fake news foram muito disseminadas”, afirma Guilherme France, coordenador da pesquisa no Brasil, em entrevista ao UOL.
Entre as instituições avaliadas no quesito corrupção, o Congresso lidera (63%), atrás de representantes governamentais locais (62%) e do presidente da República (57%). No caso da Presidência, entre 2017 e 2019, há um aumento de cinco pontos percentuais —a pesquisa anterior foi realizada logo após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).