O ESTADO DE S.PAULO – 01/10/2018
Bucci argumentou que os casos de violência não são episódios ligados entre si, “com nexo orgânico”, especificou, “mas estão conectados pela exacerbação da linguagem violenta da radicalização”. Para ele, “o que vincula os episódios violentos é a elevação da temperatura de setores sem compromisso com a democracia”.
Bucci insistiu que é preciso observar “que pode haver um debate político franco e forte, mas sempre com respeito à democracia”. Ele destacou a necessidade de reconhecer os princípios “da legitimidade do outro e do compromisso com a integridade física das pessoas”. Bucci afirmou ainda que quando começam a ser rompidas as premissas da democracia “tudo pode se esgarçar”.
Novidade. Para o pesquisador Bruno Rangel, do Grupo de Estudos e Pesquisa de Direito Eleitoral da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), a violência por conta das fake news é novidade.
“É, sem dúvida, muito preocupante numa campanha que já teve atentado contra um candidato”, afirmou o pesquisador.
Rangel argumentou que ainda não há dados suficientes para estabelecer comparações acadêmicas, mas pode-se enxergar responsabilidades. Ele acredita também que os candidatos nestas eleições têm responsabilidades no ambiente de confrontos. “É como num jogo de futebol: se os jogadores brigam dentro do campo, é provável que as torcidas passem a brigar também.” Segundo ele, “quem perde é o eleitor”.