Os jornais Gazeta de S.Paulo e Diário do Litoral, associados à ANJ, passam a atuar de forma integrada e agora fazem parte do Gazeta Media Group Brasil (GMG). O reposicionamento começou com a chegada de Hiram Baroli, que assumiu nesta semana a função de diretor-geral do grupo paulista com a missão de transformar o GMG em um dos líderes do mercado de comunicação nos próximos cinco anos.

“O público e o mercado veem a Gazeta e o Diário como duas publicações distintas. Queremos mostrar que somos uma só”, destacou Baroli, em entrevista no podcast Direto da Gazeta. “A ideia é nos reposicionarmos como um dos quatro maiores grupos jornalísticos do Brasil. Vamos contar essa história a partir de agora”.

Nova sede

Entre as novas medidas, está uma nova sede para a redação no edifício na avenida Luís Carlos Berrini, na zona sul da cidade, com vista para a Ponte Estaiada. No novo espaço haverá um estúdio para transmitir a TV GMG, com atrações voltadas para lideranças da publicidade e um elenco de colunistas qualificados em vários setores.

Hoje, os jornalistas atuam em uma redação que fica em Moema, também na zona sul, e em Santos. O grupo mantém também duas gráficas próprias. A redação em Moema permanecerá atuante. “Não é uma transferência, é uma expansão”, contou.

O objetivo, segundo Baroli, é que a nova sede seja um local para receber pessoas e a redação reflita o crescimento e a expansão do grupo. “O espaço da Berrini está sendo todo reformulado, com uma arquitetura própria. Será nossa principal unidade”, antecipou. A sede, afirmou, também será importante para receber parceiros de fora, seja do mercado publicitário, das artes e/ou da comunicação.

Com a intenção de aumentar a influência nacional e a relação comercial, o grupo terá representantes em todas as regiões do País. Haverá, também, seja em parcerias, seja nas coberturas, participações em grandes eventos nacionais.

Estourar a bolha

Segundo Baroli, falta à Gazeta “estourar uma bolha”, o que deve ocorrer já nos próximos meses. “Trata-se de um jornal plural, com diversas editorias. Até então, a gestão da empresa focou na publicidade legal, e é líder na publicidade legal, o que atrai um público qualificado. Só que o jornal é menos conhecido fora disso, e precisa ser conhecido por todos. É essa bolha que vamos furar”.

Uma das ideias é levar lideranças do mercado para a redação da Gazeta, com nomes como Luiz Lara, presidente do Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário; Nelcina Tropardi é presidente da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA); Sérgio Pompilio, presidente do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) e Marcos Braga, CEO do Marcos raga, idealizador, sócio e CEO do Amigos do Mercado. Outra proposta é a de criar o programa “Arquitetos da Comunicação” na TV GMG.

Novos colunistas

Outra mudança que está em andamento é a chegada de novos colunistas. Os nomes estão sendo anunciados gradualmente, sempre por meio de uma entrevista ao Direto da Gazeta. O primeiro foi o humorista e músico Marcelo Marrom, que, de forma bem-humorada e sarcástica, comenta os principais assuntos da semana. O deputado federal Celso Russomanno também assinará uma coluna sobre defesa do consumidor.

Além deles, a Gazeta já fechou com nomes como Gilson Rodrigues, CEO da G10 Bank Participações; Geovana Quadros, fundadora do movimento Mulheres Inspiradoras; Geovana Borges, vice-presidente de relações corporativas da Central Única das Favelas (Cufa); Armando Paes, presidente da Fórmula Indy no Brasil, que volta ao país em 2026 — ele vai falar sobre automobilismo; e o advogado Nelson Wilians, que abordará empreendedorismo e liderança.

Liderança

Com mais de 35 anos de experiência em publicidade e propaganda, o jornalista de formação Hiram Baroli construiu uma trajetória sólida e respeitada no mercado de comunicação, marketing e liderança. Atuou por mais de três décadas na Folha de S.Paulo, onde liderou projetos importantes e de impacto nacional.

É professor convidado da pós-graduação e MBA da FGV desde 2008 e conselheiro do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Foi coordenador do Comitê de Mercado Anunciante da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), função em que se aproximou da diretoria da Gazeta, líder em publicidade legal do País. Escreveu o livro “Loucura, não. Coragem!”, uma publicação de marketing a partir de conceitos aplicados na carreira e história do empresário Nelson Wilians.

“Para muitos pode parecer loucura sair da Folha e vir para a Gazeta. Mas ao chegar em uma empresa líder, a sua obrigação é manter a empresa na liderança. É fazer o mínimo desejado. Chegar a uma empresa que não é líder e a levar à liderança, que é a intenção, aí faz a diferença. E é nisso que vamos trabalhar”, disse.

Mudança audaciosa

Segundo Baroli, quando saiu da Folha, há cerca de três meses, a intenção era ir para o UOL, Globo ou Estadão. Ele viu os números da Gazeta e resolveu fazer a mudança audaciosa. “Quando você olha de fora das grandes empresas, parece gigante. Quando entra, porém, você vê que não é tão grande assim. Já a Gazeta e o Diário de fora parecem menores do que são. Quando comecei a ver os números, a audiência no digital, me surpreenderam. Não é tão distante da Folha”, destacou.

“No estado de São Paulo somos o segundo jornal em audiência. No Brasil, estamos em terceiro. Em um curto espaço de tempo vamos fazer um barulho”. Os números da Gazeta e do Diário são verificados pelo Instituto Verificador de Comunicação (IVC).

Foto: Divulgação – Gazeta de S.Paulo