A imprensa segue perseguida pelo governo do presidente Daniel Ortega, da Nicarágua, enquanto o país permanece  em grave crise política e social. Além da violência e repressão a veículos e jornalista locais, cresce a perseguição aos correspondentes internacionais. No caso mais recente, o jornalista austríaco-americano Carl Goette-Luciak, que cobria os protestos contra o governo para meios de comunicação internacionais, foi deportado para El Salvador, informaram organizações e a imprensa local nesta terça-feira (2), relatou a AFP.

Goette-Luciak foi detido na segunda-feira (1º) em sua casa em Manágua por agentes que o levaram descalço, sem camisa e usando apenas um short, assinalou a revista digital nicaraguense Confidencial, do jornalista Carlos Fernando Chamorro, citando declarações do próprio repórter. O governo de não se pronunciou sobre a suposta captura e deportação de Goette-Luciak para El Salvador, nem sobre as denúncias direcionadas a ele.

“Me perguntaram se eu era agente da CIA (agência central de inteligência dos Estados Unidos) e me mostravam as publicações e os memes das redes sociais”, disse Goette-Luciak. “Um policial me disse que eu seria deportado porque em meus artigos escrevia e opinava coisas falsas”, assinalou o jornalista. O profissional também foi alvo de “ameaças e acusações nas redes sociais de ser inimigo e até pertencer a agências de Inteligência estrangeiras”, segundo a organização de escritores PEN em comunicado.

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