O GLOBO – 21/10/2018
A disseminação em massa de mensagens com conotação eleitoral, via WhatsApp, levou a plataforma a notificar extrajudicialmente empresas que adotaram a prática. Algumas agências que estariam com a conduta sob suspeita são a Quickmobile, Yacows, Croc Services e SMS Market, que, de acordo com reportagem da “Folha de S. Paulo”, foram contratadas por empresários para disparar fake news contra o PT.
“Temos tecnologia de ponta para detecção de spam que identifica contas com comportamento anormal para que não possam ser usadas para espalhar spam ou desinformação”, disse o WhatsApp, em nota, após a revelação. > Algumas contas chegaram a ser derrubadas do aplicativo, como a do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). O perfil foi desbloqueado depois.
> Esta foi a primeira eleição presidencial em que a circulação de conteúdo no WhatsApp tem se mostrado relevante, em detrimento do tempo da televisão. Professor de Ciência da Computação da UFMG, Fabrício Benevenuto cita a importância de acompanhar as discussões no WhatsApp, como o software criado na universidade: “É uma forma de dar transparência ao que acontece nos grupos públicos e dar a dimensão do problema”.