O GLOBO – 13/10/2018

A cada dia está mais esvaziada a conferência internacional de investidores conhecida como a “Davos do deserto”, marcada para o fim do mês em Riad. O motivo é o suposto envolvimento da corte real saudita no desaparecimento do jornalista crítico Jamal Khashoggi. Além de o multimilionário britânico Richard Branson, dono do grupo Virgin, ter cancelado investimentos de US$ 1 bilhão em projetos no país, outras instituições e empresas decidiram abandonar o evento. O presidente do Banco Mundial,Jim Yong-kim, anunciou que não mais iria ao congresso, e órgãos de imprensa como a Bloomberg e o “Financial Times” se juntaram a “New York Times” e “The Economist” e às redes CNN e CNBC no boicote ao evento.
O diretor da Uber, Dara Khosrowshahi, afirmou que só iria se surgissem “fatos bem diferentes” sobre Khashoggi. O bilionário americano Steve Case, um dos fundadores da América On Line (AOL), e o diretor executivo do conglomerado Viacom, Bob Bakish, também desistiram da conferência. Mas o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, confirmou que iria. Os EUA têm contratos de US$ 110 bilhões de venda de armas aos sauditas. A cúpula tem por objetivo apresentar o plano “Vision 2030” do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman para transformar o país num gigante tecnológico e turístico.