O GLOBO – 10/08/2018

Em artigo publicado na sua edição desta semana, a tradicional revista britânica “The Economist” classifica Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL, como “uma ameaça à democracia”. Bolsonaro, segundo a publicação, propõe “soluções brutais” para o Brasil, mas dá “poucas evidências de que entenda os problemas econômicos” do país.

A “Economist” lembra passagens polêmicas de Bolsonaro, como a declaração de que a deputada Maria do Rosário (PT-RS) não merecia ser estuprada por ser “muito feia”, em 2014, e as recorrentes homenagens ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, declarado torturador pela Justiça. Na sessão da Câmara que aprovou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, Bolsonaro dedicou seu voto a Ustra. Para a “Economist”, o tributo mostra que Bolsonaro enxerga “os valores da ditadura como antídoto para a corrupção atual”, e que a indicação do general Hamilton Mourão como vice-presidente em sua chapa reforça esta mensagem.

“Para os brasileiros saturados com a política, Bolsonaro soa como um antipolítico. (…) No entanto, ele seria um péssimo presidente”, diz a revista britânica.

Bolsonaro, que costuma rebater críticas da imprensa estrangeira em suas redes sociais, não se manifestou sobre o artigo da “Economist” até o fechamento desta edição.