A Associação Nacional de Jornais (ANJ) vai integrar a nova diretoria do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). O presidente-executivo da entidade, Marcelo Rech, foi reeleito nesta quarta-feira (2) para a terceira vice-presidência da gestão 2026-2028. O mandato começa em 15 de julho. O publicitário Eduardo Simon foi eleito presidente da instituição.
A eleição ocorreu durante reunião do Conselho Superior do Conar, órgão responsável pelas funções normativas e administrativas da entidade. O Conselho reúne representantes da ABA, ABAP, ABERT, ANER, ANJ, Central de Outdoor e IAB Brasil, entidades fundadoras e cofundadora do sistema de autorregulação publicitária.
Marcelo Rech ocupará uma das quatro vice-presidências da diretoria liderada por Simon. Também integram a gestão Paulo Tonet Camargo, como primeiro vice-presidente, Nelcina Tropardi, na segunda vice-presidência, e Natalia Kuchar Lohn, na quarta vice-presidência. Juliana Albuquerque permanece como vice-presidente executiva.
Ao assumir a presidência do Conar, Eduardo Simon afirmou receber a missão com responsabilidade diante dos desafios atuais da comunicação.
“É com muita honra e felicidade que recebo a confiança para presidir o Conar”, afirmou. “Tenho plena consciência da importância do período que agora se inicia: num momento em que o debate sobre a liberdade de expressão está tão em evidência, o Conar é chamado a exercer o seu papel, e o fará com responsabilidade, independência e compromisso com a sociedade.”
Simon integrou a diretoria do Conar nos últimos quatro anos como primeiro vice-presidente, indicado pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP). Atualmente lidera a Galeria.Holding, grupo independente com empresas nas áreas de publicidade, tecnologia, inteligência artificial, marketing de influência, produção audiovisual e experiência do usuário.
O presidente que deixa o cargo, Sergio Pompilio, apresentou um balanço dos quatro anos de gestão. Entre os principais avanços, destacou mudanças na governança da entidade, a criação do Conselho de Conteúdo, a ampliação da autorregulação para plataformas digitais e acordos de cooperação com órgãos públicos.
Segundo Pompilio, a reestruturação permitiu incorporar o ambiente digital ao sistema de autorregulação brasileiro, cenário ainda restrito a poucos mercados no mundo. Ele também destacou o reconhecimento internacional recebido pelo Conar em 2025, com premiação concedida pelo International Council for Ad Self-Regulation (ICAS), entidade que reúne organizações de autorregulação publicitária.
“O conceito de autorregulação regulada vem ganhando força em diversos países e, a meu ver, é a única alternativa viável para lidar com temas complexos como a publicidade de apostas, o ambiente digital e a atuação de influenciadores”, afirmou Pompilio.
O sistema de autorregulação reúne anunciantes, agências e veículos de comunicação na definição e aplicação das normas éticas da publicidade brasileira.