O ESTADO DE S.PAULO – 23/08/2018

Edmundo Leite

Os poucos votos com que Deodoro da Fonseca ganhou a primeira eleição presidencial, indireta, em 1891; a campanha civilista de Ruy Barbosa em 1910; a eleição de Jânio Quadros em 1960; os debates de 1989 e as demoradas apurações antes da informatização.

Grandes e pequenos acontecimentos de todas as eleições presidenciais desde a Proclamação da República e a trajetória dos atuais candidatos serão lembrados pelo Acervo Estadão. O leitor do Estado poderá acompanhar em fotos, páginas, ilustrações e vídeos a história das sucessões presidenciais no Brasil. O Estado cobriu todas as eleições presidenciais desde a Proclamação da República.

Por exemplo: o marechal Deodoro da Fonseca, que proclamou a República em 15 de novembro de 1889, chefiou o governo provisório. Em 25 de janeiro de 1891, ele foi eleito presidente pelo Congresso Constituinte. Foi com a publicação de uma lista nas página do Estado que os recém-cidadãos brasileiros souberam do novo governo. Sob pressão da 1.ª Revolta da Armada, Deodoro renunciou em 23 de novembro.

Já no período da redemocratização, em 1985, relembre a eleição indireta (colégio eleitoral), que escolheu Tancredo Neves e seu vice, José Sarney. Mas com a morte de Tancredo, Sarney governou em seu lugar. Também ganhou cobertura do jornal a agitada rotina da disputa que envolveu um eleitorado de quase 80 milhões de brasileiros em 1989, quando Fernando Collor de Mello teve, em 2.º turno, 35 milhões de votos, contra 31 milhões de Luiz Inácio Lula da Silva, que viria a se tornar presidente, ganhando duas eleições (2002 e 2006).