“Os jornais nunca foram tão diversificados, produzindo informação de qualidade para vídeos, podcasts e newsletters. O meio continua relevante e atinge cada vez mais gente”, afirmou João Caminoto, diretor de redação de O Estado de S. Paulo no painel “A Visão da Imprensa”, que integrou o evento de entrega do Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa 2018, realizado hoje, em São Paulo.

Como exemplo, Caminoto citou a série “Reconstruir O Brasil”, do Estadão, que rendeu um livro e seis seminários. Outra iniciativa é “Carrapatos” – jornalistas que fazem reportagens grudados nos candidatos à próxima eleição. O Estadão Verifica, por sua vez, analisa as promessas dos candidatos classificando as mentiras com desenhos do boneco Pinóquio.

Sergio D’avila, Editor Executivo da Folha de S.Paulo, explicou que esse jornal resolveu deixar de publicar notícias no Facebook devido às políticas contraditórias adotadas por essa rede social, mantendo a página, que recebe muitos visitantes. Além disso, os próprios leitores se encarregam de compartilhar as notícias que acham mais interessantes. A Folha continua presente também nas demais rede sociais, como Instagram e Linkedin, entre outras.

Alan Gripp diretor de Redação de O Globo, explicou que na cobertura das eleições de 2018, o jornal utiliza recursos como os de classificar notícias referentes aos candidatos com os selos “é Fato”, “Não é bem assim” e “Fake”. Em 30 dias, foram feitas 220 checagens com 5 milhões de page views.

Marta Gleich, Diretora de jornalismo do Grupo RBS, explicou que a cobertura das eleições deste ano partiu da premissa de ouvir o leitor sobre o que ele queria ver publicado no jornal. Ou seja, qual o seu interesse no tema. Assim, foram feitas pesquisas que mostraram o rumo a ser seguido. Os resultados mostram que 72% dos leitores se informam das eleições pelos jornais, 67% pelos sites e 66% pela TV. Isso deu uma direção a seguir por Zero Hora, que checa os discursos dos candidatos na seção “É isso Mesmo?” Os resultados mostraram que as matérias sobre política puxam audiência e aumentam a venda de assinaturas.