A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou mais um assassinato de jornalista este ano no México, ocorrido na última sexta-feira (21). A entidade fez um chamado público ao governo para que tome providências urgentes diante da extremada violência à imprensa – no levantamento da SIP são oito homicídios de comunicadores em 2018 –, investigando com seriedade o caso mais recente e todos os demais, que permanecem impunes.

Mario Gómez, do jornal El Heraldo de Chiapas, foi morto no fim da semana passada quando deixava sua casa no município de Yajalón, em Chiapas. Dois homens atiraram no repórter, ferindo-o no abdômen. Apesar de ter sido levado para um hospital, o jornalista acabou morrendo. Os atiradores fugiram. O jornalista era responsável por várias denúncias de irregularidades envolvendo políticos e escrevia sobre os altos índices de assassinatos na região, muitos deles praticados pelo narcotráfico.

O jornal condenou o assassinato e exigiu que as autoridades esclareçam os fatos. Isaín Mandujano, amigo de Gómez e jornalista em Chiapas, contou que o colega já havia apresentado uma queixa na Procuradoria Geral da República por ameaças de morte.

“Lamentavelmente, o México segue ocupando um dos primeiros lugares quanto à violência contra os jornalistas e alto grau de impunidade”, lamentou o presidente da SIP, Gustavo Mohme. Roberto Rock, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da entidade, disse que é assombroso o nível de violência contra profissionais da imprensa no país, em especial no interior, além da falta de justiça em quase todos os casos. “A violência e a impunidade seguem como principal freio para o livre exercício do jornalismo do país”.

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