O GLOBO – 25/09/2018
Uma ex-funcionária do Facebook entrou com ação contra a empresa, alegando que os moderadores de conteúdo que enfrentam trauma mental após rever imagens angustiantes na plataforma não estão sendo protegidos pela gigante das redes sociais.
Segundo o processo, os moderadores do Facebook sob contrato são “bombardeados” com “milhares de vídeos, imagens e transmissões ao vivo de abuso sexual infantil, estupro, tortura, bestialidade, decapitações, suicídio e assassinato”. Procurado pela Reuters, o Facebook não comentou o assunto.
No passado, a rede social de Mark Zuckerberg já afirmou que os moderadores de conteúdo têm acessoa recursos de saúde mental, incluindo profissionais que ficam na sede da empresa e são treinados para aconselhamento individual e em grupo e que recebem benefícios de saúde.
Mais de 7.500 pessoas trabalham para o Facebook revisando conteúdo na rede, incluindo funcionários em tempo integral e aqueles sob contratos de empresas de recursos humanos.
“O Facebook está ignorando o dever de fornecer um local de trabalho seguro e está criando uma porta giratória de funcionários irreparavelmente traumatizados”, disse Korey Nelson, advogado da ex-funcionária. O escritório quer transformar o processo numa ação coletiva.