O ESTADO DE S.PAULO – 25/10/2018
LUIZ FERNANDO TOLEDO
A prática adotada por diversas empresas que atuaram nas campanhas eleitorais no Brasil, de espalhar mensagens em massa pelo WhatsApp, viola as políticas da empresa.
Os candidatos declararam gastos de ao menos R$ 2,6 milhões pelo envio de “disparos” – quando há grande quantidade de mensagens enviadas ao mesmo tempo. Empresas que oferecem esse serviço geralmente usam mais de uma conta – em alguns casos, com números de celular de fora do Brasil – para replicar o número de mensagens enviadas, o que pode ser considerado spam. O número de disparos de mensagens contratadas por um só candidato chegou a um milhão, o que seria praticamente impossível sem o uso de algum tipo de robô.
A companhia diz que não consegue mensurar a quantidade de vezes em que um mesmo conteúdo foi compartilhado ou se houve teor político no envio, pois não têm acesso ao conteúdo das mensagens.