FOLHA DE S.PAULO – 20/08/2018

Mônica Bergamo

A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, marcou um encontro com Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog, o Vlado, na próxima semana, em São Paulo. Em pauta, a investigação da morte do jornalista, que foi torturado e morto pela ditadura militar.

MURALHA 
As tentativas de esclarecer o assassinato e responsabilizar os culpados sempre foi barrada por causa da Lei da Anistia.

No mês passado, no entanto, o Brasil foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, e o caso foi reaberto pelo MPF-SP (Ministério Público Federal de São Paulo).
CAMINHOS 

Segundo Herzog, a ministra se dispôs a discutir caminhos para que a investigação siga adiante. A família teme que alguma corte superior volte a barrar o inquérito agora reaberto.

EM MÃOS 
Herzog, o diretor do Instituto Vladimir Herzog, Rogério Sottili, e o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) entregaram a sentença da corte a Cármen Lúcia no mês passado.

CADA CASO 

Na ocasião, a magistrada disse que a Lei da Anistia não permite que se abra uma investigação ampla e irrestrita sobre a ditadura. “Mas afirmou entender que, em casos específicos, como o de Herzog, ela pode ocorrer”, diz Teixeira.