FOLHA DE S.PAULO – 19/09/2018
O diretor-executivo da ANJ, Ricardo Pedreira, afirma que a associação busca apenas o respeito à lei.
“A intenção é esclarecer que não abrange apenas pessoas jurídicas que produzam publicações impressas e periódicas, mas toda e qualquer organização econômica que produza, veicule e/ou divulgue notícias voltadas ao público brasileiro, por qualquer meio de comunicação, impresso ou digital”, afirmou a ANJ na ação.
Em sabatina promovida por Folha, UOL e SBT nesta segunda (17), Haddad afirmou que sites brasileiros do El País e da BBC, entre outros, correm risco.
“Infelizmente nossos jornais brasileiros entraram com uma ação no Supremo Tribunal para tirar do ar sites em língua portuguesa mantidos por agências internacionais. Então o El País Brasil está correndo risco, The Intercept Brasil está correndo risco, BBC Brasil. Todos esse sites, por serem mantidos por agências internacionais, estão correndo risco”, comentou.
“Eu penso que devemos regular isso e dizer que não, que são bem-vindas as agências internacionais em língua portuguesa porque aumentam a pluralidade de vozes no país. Quem tem medo da diversidade? Não seremos nós. Queremos mais diversidade.”
Nesta terça (18), à rádio CBN, voltou a defender a permanência desses canais. “Eu pretendo dizer que eles têm todo o direito de veicular notícias no Brasil, em língua portuguesa, mesmo sendo mantidos por agências internacionais. Nós não vamos permitir a cartelização dos meios de comunicação como querem alguns grupos econômicos no Brasil”, disse.