O GLOBO – 23/08/2018
Facebook, Twitter e Alphabet (controladora do Google) removeram na terça-feira centenas de contas de suas redes sociais ligadas a uma suposta campanha de propaganda vinda do Irã eque atingiria o mundo todo. Além disso, oF acebo ok informou ter removido de suas rede suma outra campanha global, que estaria rela ciona daà Rússia.
OTwit ter, que chamou a campanha de“manipulação coordenada ”, removeu 284 contas de sua plataforma, enquanto oF acebo ok eliminou 652, tanto em sua rede social principal quanto no Instagram. Algumas tinham grupos e eventos relacionados a elas. A campanha atribuída ao Irãfo ides coberta pela empresa deci ber segurança F ire Eye,con tratada pelas redes sociais.
Voltada para internautas de EUA, Reino Unido, América Latina e Oriente Médio, a campanha se deu ao longo deste mês. Entre os posts, havia temas “anti-Arábia Saudita, anti-Israel e pró-Palestina”, segundo a FireEye. Também eram defendidas políticas favoráveis ao Irã, como o apoio ao acordo nuclear de 2015, dos quais os EUA se retiraram em maio, impondo novas sanções à nação persa.
Em julho passado, a agência Reuters tinha mencionado um movimento em sentido inverso: o acirramento de uma campanha dedes informação originada no governo americano par afomentara agitação política no Irã. De acordo coma Reu ters,acampanh atinha o apo iodo secretário de Estado, Mike Pompeo, e do conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton.
A ofensiva americana relacionava o Irã com o Talibã afegão e a al-Qaeda. O governo americano não se pronunciou sobre a ofensiva, mas uma análise dos canais de comunicação americanos em língua persa —falada em Irã, Afeganistão e Tadjiquistão — mostrou aumento das críticas a Teerã nos últimos meses.
‘COMPORTAMENTO FALSO’
O Facebook afirmou que os perfis e páginas ligadas à Rússia, por sua vez, exibiam um “comportamento falso” ao tratar das políticas americanas para a Síria e a Ucrânia. “Eram duas campanhas distintas (a russa e a iraniana), e não identificamos nenhuma ligação entre elas”, disse o Facebook em um comunicado. “Mas as táticas usadas eram similares, como criar redes ou contas para enganar os internautas sobre suas identidades e objetivos.”
No mês passado, o Facebook já removera 32 páginas e perfis ligados a outra campanha de desinformação, sem indicar suas origens. Congressistas americanos, no entanto, apontaram o envolvimento russo.
Em 2010, o Irã foi alvo de grande ataque cibernético,de outra natureza. Trato u-se d oS tux net, um worm (vírus autorreplicante) criado para infectar sistemas industriais usados nas centrífugas de enriquecimento de urânio do país. O Stuxnet causou danos ao programa nuclear iraniano, e pesquisadores especularam que sua origem seria israelense ou americana. Entretanto, os próprios EUA foram afetados pelo vírus, que também infectou computadores em Indonésia, Índia, Paquistão e Azerbaijão.