O ESTADO DE S.PAULO – 11/08/2018
Não é só o WhatsApp que está de olho nas eleições. Nas últimas semanas, as redes sociais Facebook e Twitter também lançaram suas propostas para ajudar a manter a integridade do pleito em 2018. Vale lembrar que esta é a primeira vez que há permissão para propaganda eleitoral paga pela internet.
O Facebook, que faz parte do mesmo grupo econômico do WhatsApp, por exemplo, abriu ontem os registros para candidatos que pretendem utilizar a rede social para veicular anúncios aos eleitores a partir do dia 16 de agosto, quando começa oficialmente o período de campanha. Os interessados deverão implementar medidas de segurança contra fraude nas contas, enviar documentos de identificação e se comprometer com políticas antifraude.
Já os eleitores, por exemplo, poderão verificar anúncios que estão ativos ou já foram veiculados na plataforma por meio de uma função chamada Biblioteca de Anúncios.
Ela está prevista para entrar no ar no dia 16 de agosto. Nela, será possível pesquisar anúncios relacionados a um candidato, feitos por ele ou por seus opositores, e ver quanto dinheiro foi gasto no impulsionamento da publicação, por quem, e qual foi seu público-alvo.
O Twitter, por sua vez, também aposta na inteligência artificial para coibir o uso de robôs (bots), que podem influenciar a opinião pública, na rede social. “Não olhamos o conteúdo dos tuítes, mas sim a conduta e as informações de veracidade dessas contas”, explicou Colin Cromwell, vice-presidente de políticas públicas do Twitter, em conversa com jornalistas brasileiros nesta semana. Segundo ele, este é um esforço global da empresa – só em maio, mais de 30 milhões de contas foram suspensas por condutas suspeitas na rede.