O GLOBO – 20/08/2018
Ainda nos primeiros passos para viabilizar o avanço da internet das coisas no Brasil, as principais operadoras de telefonia apostam na criação de laboratórios dedicados ao setor para desenvolver soluções que possam acelerar esse desenvolvimento.
A América Móvil, dona de Claro, Embratel e Net, já conta com dois espaços no Rio e em São Paulo dedicados a esse tipo de desenvolvimento. Segundo Eduardo Polidoro, diretor de Negócios e Internet das Coisas do grupo, o objetivo é, ao mesmo tempo, desenvolver aplicações em áreas como agronegócio e transporte e investir em modernização de rede, para ampliara capacidade de transmissão.
—Coma internet das coisas uma estação vai receber de dez a quinze vezes mais conexões que o sistema atual. Temos 5,6 milhões de objetos conectados e 300 clientes. O potencial de crescimento é grande, com taxas entre 20% e 25% ao ano.
As teles também estão se unindo a fabricantes de infraestrutura. A Oi se juntou coma Nokia.P ara André Ituassu, diretor de engenharia da tele, o Brasil está na fase de entender as aplicações que poderão ser feitas em internet das coisas:
—Não adianta mais entregar internet banda larga nacas a do cliente. Hoje, as pessoas estão querendo conectar tudo que está presente em sua residência. Por isso, é preciso entender isso e ver quais equipamentos serão conectados.
PARA ENTENDER O CLIENTE
A Vivo se uniu à Huawei para montar um laboratório dedicado ao tema no Rio. Atila Branco, diretor de Planejamento de redes, lembra que o objetivo é ir além do desenvolvimento de soluções e atrair empresa para usar o espaço e ajudar a criar novas oportunidades:
— Nossa ideia é ajudar o mercado a entender essas tecnologias novas. Temos que fomentar a demanda.
Franck Siegel, diretor da Sigfox, lembra que é preciso entender o que o consumidor precisa para desenvolver os produtos certos.
— Cada produto precisa de uma solução específica e de tecnologias diferentes como inteligência artificial e geolocalização. Não é algo simples. Por isso, o investimento tem que ser feito em várias frentes.
É justamente nessas várias frentes que a TIM vem investindo. A tele fez parceria com o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) e a Ericson para testar soluções em Santa Rita do Sapucaia, em Minas Gerais. O objetivo, destaca Leonardo Capdeville, diretor de Tecnologia da tele, é permitir que mais dispositivos consigam se comunicar na rede:
— Além de permitir conexão, queremos tratar os dados que são coletados. (Bruno Rosa)