O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta sexta-feira (24) as companhias de tecnologia por silenciarem “milhões de pessoas”, no que descreveu como um ato de censura. Ao mesmo tempo, aproveitou para, novamente, atacar a imprensa. “Gigantes das redes sociais estão silenciando milhões de pessoas. Não podemos fazer isso, mesmo que signifique continuar a ouvir notícias falsas, como a CNN, cujos índices têm sofrido gravemente. As pessoas têm de descobrir o que é real e o que não é, sem censura”, escreveu Trump em publicação no Twitter.

Redes sociais como Facebook e Youtube (do Google) passaram, desde o começo de julho, a remover de forma mais intensa de suas plataformas conteúdos e perfis duvidosos que propagam desinformação, notícias falsas e apologia ao ódio. A iniciativa das empresas de tecnologia foi tomada muito mais por pressão social e de órgãos reguladores, o que cria desgaste e pode afetar diretamente os seus negócios, do que por um planejamento estratégico. Isso preocupa os defensores da liberdade de expressão. Mas a reação mais forte tem sido dos grupos afetados pelos embargos, boa parte deles da extrema-direita norte-americana, que contam com o apoio de Trump.

As remoções têm amplitude global, incluindo o Brasil. Na última terça-feira (21), Facebook, Twitter e Alphabet, empresa controladora do Google, removeram centenas de contas ligadas a uma suposta operação de propaganda iraniana, enquanto o Facebook também derrubou uma segunda campanha que disse ter relação com a Rússia.

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