O Brasil é um dos países em que há mais pressão do público para a regulação das mídias sociais e das empresas de tecnologia, segundo a análise final deste ano dos relatórios da pesquisa continuada Global Advertising Trends, da WARC Data.
Segundo a pesquisa, quase 65% dos brasileiros concordam que essas companhias devem ser submetidas a regras mais rigorosas do que agora. O Brasil aparece em terceiro lugar do ranking, atrás da Turquia e do Reino Unido.
Apesar disso, alguns dos principais temas referentes à regulação das empresas digitais, como Facebook e Google, ainda não fazem parte da agenda mais ampla de debates dos brasileiros. Entre eles está o pleito das organizações de notícias para garantir a simetria na regulação do mercado de mídia, incluindo redes sociais, agregadores de notícias e motores de busca na web, dos quais hoje não é cobrada a mesma responsabilidade exigida de revistas e jornais, por exemplo.
Outro apelo feito pelas empresas jornalísticas é a ampliação do debate sobre os direitos autorais com o objetivo de estabelecer um sistema legal de propriedade intelectual dos conteúdos produzidos por veículos noticiosos e jornalistas e sua exploração comercial na internet.
No entendimento das entidades que representam as empresas produtoras de conteúdo noticioso, entretanto, o debate sobre a regulação das chamadas plataformas tecnológicas precisa também fortalecer e ampliar a defesa das liberdades de imprensa e de expressão, que sofrem no momento duros ataques nas Américas, muitas vezes por parte de governantes.
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