As autoridades argentinas devem conduzir uma investigação rápida e transparente sobre as ameaças de morte dirigidas ao jornalista Diego Moranzoni e sua família, exigiu esta semana o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

“Ameaçar jornalistas e suas famílias é inaceitável. As autoridades argentinas devem investigar e deixar claro que levam esses atos a sério”, disse Natalie Southwick, coordenadora do Programa do CPJ para as Américas Central e do Sul. “As autoridades devem garantir que os jornalistas possam trabalhar com segurança e sem medo de represálias”, destacou.

Moranzoni afirma que as mensagens, recebidas via Instagram em 13 de fevereiro, exigem que ele interrompa relatos a respeito do caso de Fernando Báez, um jovem que morreu assassinado na província de Buenos Aires em 18 de janeiro. O jornalista apresenta um programa televisivo diário de notícias e opiniões veiculado no portal Crónica.

As mensagens partiram de uma conta que corresponde ao nome de Máximo Thomsen, um dos acusados e detidos pelo assassinato de Báez, segundo informações da imprensa argentina. Moranzoni afirmou ao CPJ que não sabe quem é o verdadeiro dono da conta no Instagram, encerrada logo após a denúncia feita pelo comunicador.

Thomsen e sete outros indivíduos acusados do assassinato estão presos de forma preventiva na prisão de Dolores, em Buenos Aires, até o fim do julgamento.

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https://cpj.org/es/2020/02/periodista-recibe-amenazas-de-muerte-por-informar-.php#more

https://www.cronica.com.ar/policiales/Amenazaron-de-muerte-a-un-conductor-de-Cronica-HD-Fueron-los-rugbiers-20200214-0033.html