FOLHA DE S.PAULO – 06/03/2020
Mônica Bergamo
A Justiça de SP determinou a quebra do sigilo de computadores usados para disseminar mensagens de ataque ao STF (Supremo Tribunal Federal) e a parlamentares do PSL que romperam com Jair Bolsonaro.
NA SALA
A ação investiga a existência de um suposto “gabinete do ódio” que funcionaria nas salas do deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP), ligado a Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do presidente.
BRAÇO
Ele seria um braço do “gabinete do ódio” que funcionaria no Palácio do Planalto.
OFICIAL
A quebra revelou que a maioria dos IPs são de um provedor público de SP, a Prodesp.
DE TODOS
A informação reforça a suspeita dos deputados do PSL que moveram a ação —como Joice Hasselmann e Junior Bozzella— de que os ataques partiram da Assembleia Legislativa de SP. O esquema seria, portanto, financiado com dinheiro público.
EXPEDIENTE
Detalhe: parte dos IPs de onde partiram as mensagens foram acionados em horário de trabalho.
EXPEDIENTE 2
A defesa dos parlamentares pede agora a identificação dos responsáveis pelos endereços de cada IP para checar se são funcionários pagos com dinheiro público.
CÉU ABERTO
Os advogados do deputado Douglas Garcia e de seu chefe de gabinete, Edson Salomão, já se manifestaram na ação. Eles alegam que ela busca a censura prévia e a implantação de uma lei da mordaça. Defendem que parlamentares estão sujeitos a críticas.
BATENTE
Eles não foram encontrados pela coluna para comentar a quebra do sigilo dos computadores nem se as mensagens foram disparadas do gabinete em horário de trabalho.