THE NEW YORK TIMES – 17/03/2020

Professora sobre políticas de cibersegurança da Tufts University (EUA), Josephine Wolff diz em artigo publicado pelo jornal The New York Times que as redes de banda larga residenciais podem não ser capazes de acompanhar o efeito “home office”, prática adotada por empresas de todo o mundo diante da pandemia do COVID-19. 

A especialista, também Ph.D. pela Massachusetts Institute of Technology (MIT), afirma que, assim como o sistema de saúde pública dos Estados Unidos parece incapaz para lidar com a disseminação do coronavírus, a banda larga residencial, plataformas de videoconferência e VPNs estão prestes a enfrentar uma tensão sem precedentes. “Essa tensão terá sérias consequências, não apenas para o desempenho de nossas redes de banda larga, mas também para o acesso dos alunos à educação e à segurança dos dados e redes corporativos”, adverte.

Os problemas de desempenho, continua a professora, podem ser piores nas áreas rurais, onde o serviço de internet já é menos confiável do que nas grandes cidades. Aproximadamente três milhões de crianças nos Estados Unidos não têm acesso à internet em casa, o que significa que escolas em áreas rurais pobres podem enfrentar obstáculos muito maiores tentando oferecer aprendizado remoto aos estudantes do que aqueles em áreas urbanas ou mais ricas.

Além das preocupações com o desempenho, também existem novos problemas de segurança on-line, incluindo campanhas de phishing que parecem vir da Organização Mundial da Saúde (OMS) ou dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças com anexos maliciosos que, de forma fraudulenta, oferecem informações importantes sobre a disseminação do coronavírus.

Leia aqui o artigo na íntegra.