O ESTADO DE S.PAULO – 01/04/2020
COLUNA DO ESTADÃO
Desde o acirramento do embate entre os Estados e a Presidência, cresce exponencialmente a onda de notícias falsas que têm governadores como alvo. O grosso dessas fake news circula em grupos de WhatsApp. A propagação, quase sempre, é feita de forma articulada, muitas vezes com uso de robôs, segundo relatos feitos à ‘Coluna’ por governos que se empenham em desmentir e as rastrear ataques. Há alguma sofisticação em certos conteúdos e as vítimas, em privado, dizem suspeitar do “gabinete do ódio” na produção e na disseminação da praga.
» Crime. No Pará, três inquéritos para apurar fake news de cunho político foram abertos pela Polícia Civil após o início da pandemia do coronavírus.
» De olho. Em São Paulo, foi aberto uma espécie de gabinete de crise para combater as fake news depois das ameaças contra o governador João Doria (PSDB).
» Robô? O tucano fez uma nova queixa-crime à Polícia Civil contra um perfil intitulado “robô conservador” por crimes de injúria e infração de medida sanitária. Nas redes sociais, ele teria chamado Doria de “vagabundo” e convocado um grupo para protestar em frente à casa do tucano.
» ‘Delírio’. “Nesta crise terrível, infelizmente, essa quadrilha, esse gabinete do ódio, que atua espalhando fake news, resolveu intensamente se voltar contra os governadores. Só servem para atrapalhar, com seus crimes e delírios”, disse à Coluna Flávio Dino (MA).
» Na mira. O governador Camilo Santana (PT-CE) também é um dos alvos preferenciais. Eduardo Leite (PSDB-RS), considerado menos “combativo”, sofre menos com os ataques.