A maioria dos brasileiros (53%) prefere que, na crise global de saúde e econômica, as empresas anunciantes comuniquem-se com seus clientes por meios consolidados e de credibilidade reconhecida, como jornais e emissoras de rádio de televisão, segundo pesquisa da Edelman divulgada nesta semana.
O relatório ouviu 12 mil pessoas de 12 países (Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Sul e África, Coréia do Sul, Reino Unido e Estados Unidos) para avaliar a confiança nas marcas durante a epidemia da COVID-19. O período das entrevistas foi de 20 a 23 de março. A conclusão, segundo informou o jornal Folha de S.Paulo, é que este é o momento para as marcas aparecerem em vez de se omitirem.
O estudo mostra que, nos países pesquisados, 45% dos entrevistados preferem os meios consolidados para a veiculação de informações das companhias durante a pandemia. Além disso, 46% dizem que acreditam em uma informação ao vê-la uma ou duas vezes em veículos nacionais ou locais. Nas redes sociais, esse percentual caia para 37%.
Atrás dos veículos consolidados na preferência para veiculação de anúncios, estão o e-mail (42%), site da marca (33%), Facebook (31%), Instagram (21%) e Twitter (19%), seguidos de outras fontes como streaming e correspondência.
Dentre todas as mídias, os veículos de comunicação nacionais e locais só apareceram atrás dos sites das marcas na avaliação sobre a credibilidade de um conteúdo corporativo.
Responsabilidade
O relatório mostra que 94% dos brasileiros querem que as marcas mantenham seu público completamente informado sobre como a marca apoia e protege seus empregados e clientes, enquanto 85% concordam que as empresas têm a responsabilidade de garantir que seus empregados estejam protegidos do vírus e 60% avaliam que as marcas e companhias estão respondendo com mais rapidez e eficiência à pandemia do que o governo.
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