O ESTADO DE S.PAULO – 22/04/2020

Em meio à pandemia do coronavírus, o serviço de streaming Netflix teve seu maior crescimento trimestral da história.


Entre janeiro e março de 2020, a empresa ganhou 15,8 milhões de novos assinantes e chegou à marca de 182 milhões de contas pagas em todo o mundo. O crescimento tem razões óbvias: com mais gente ficando em casa para “achatar a curva” da Covid-19, não foram poucas as pessoas que decidiram passar esse tempo na frente do sofá.

O crescimento ficou acima do esperado – a previsão inicial para o período era de 7,2 milhões de novas contas – e a receita também, na casa de US$ 5,7 bilhões para o trimestre. A quarentena fez a Netflix também atingir seu maior valor de mercado, na casa de US$ 190 bilhões.

Mas, embora muitos apontem a Netflix como uma possível vencedora desse período de isolamento, nem tudo são flores: em carta aos acionistas, a plataforma alerta que o fim do isolamento em alguns países pode fazer a curva de crescimento desacelerar.

“Imaginamos que as horas assistidas na plataforma caiam conforme a quarentena vá terminando, o que esperamos que aconteça logo”, diz o texto, publicado ontem, junto com os resultados da empresa para o 1.º trimestre. Além disso, há uma grande dúvida: se a pandemia continuar por muito tempo, a empresa ainda terá novos filmes e séries originais para mostrar? Segundo a empresa, na carta aos acionistas, há pelo menos cinco meses de estreias garantidas.