Publishers de todo o mundo estão desafiados a converter a audiência conquistada em tempos de COVID-19 em assinantes digitais. Mais do que isso: devem trabalhar para reter as assinaturas firmadas neste período, quando o tráfego dos sites noticiosos já dão sinais de recuo em vários mercados. Esse é o objetivo de um projeto do diário britânico Financial Times que, no momento, presta serviços para oito editores da Europa.
O programa, liderado pelo braço de consultoria do diário, a FT Strategies, e com duração de nove meses, visa expandir negócios sustentáveis de receita com leitores digitais de organizações financiadas pela Google News Initiative (GNI), informou o site Digiday. São eles: The Independent, (Reino Unido), La Croix, (França), El Mundo, (Espanha), MittMedia, (Suécia), RP Online, (Alemanha), Kurier (Áustria), Gazeta Wyborcza, (Polônia), Dennik N, (Eslováquia).
O projeto tenta mapear padrões conhecidos para situações desconhecidas. A hipótese é entender mais sobre as pessoas e com o que elas se importam, para que, quando as notícias sobre o coronavírus diminuam, os leitores tenham motivos suficientes para manterem suas relações com os sites de jornalismo.
Os estudos do Financial Times sugerem que todas as equipes das organizações de notícias se concentrem em uma métrica principal, um proxy para o engajamento. No caso do jornal britânico, segundo o Digiday, é uma combinação de frequência do leitor, volume e tempo de retorno da visita.
“Nossa crença fundamental é que as organizações devem começar com uma única missão na qual todos da redação, dados, produtos de tecnologia, marketing e o restante da organização estejam comprometidos”, diz Tara Lajumoke, diretora da FT Strategies