O ESTADO DE S.PAULO – 29/08/2020
Após a falha que inseriu imagens pornográficas em links de notícias e posts patrocinados no Facebook anteontem, a rede social afirmou que o problema foi uma falha técnica na tecnologia que permite o carregamento rápido de fotos. Segundo a empresa, não houve ataque hacker ou violação de sua infraestrutura por terceiros.
“Para ajudar na experiência das pessoas e para que as imagens carreguem mais rápido em nossas plataformas, o Facebook usa uma infraestrutura de vários servidores ao redor do mundo que armazenam imagens, chamadas de imagem de cache”, explicou a empresa em comunicado enviado ontem pela equipe de parcerias do Facebook.
“Na quarta à noite, implantamos uma alteração de código que fez com que os sistemas configurassem incorretamente o link de várias imagens para um único identificador de imagem em cache”, completou a rede social. A empresa não deu explicação específica para a alteração no código.
A atribuição do cache para a imagem pornográfica teria sido totalmente aleatória – os links poderiam ter sido atribuídos ao identificador de uma imagem de um gatinho, por exemplo. O Estadão apurou que, para um grupo menor de usuários, outros memes foram vinculados aos links. No Brasil, porém, os usuários foram expostos à imagem pornográfica.
“A imagem em cache substituta foi atribuída aleatoriamente, sem envolvimento humano e, infelizmente, algumas incluíram conteúdo questionável e que viola nossas políticas”, disse o Facebook.
Segundo a empresa, as imagens foram removidas na noite de quinta-feira. Porém, a reportagem apurou que ainda há um pequeno grupo que pode se deparar com as fotos – seriam pessoas que já teriam visualizado a imagem durante a ocorrência do problema, e isso teria ficado armazenado no cache dos dispositivos. De forma geral, porém, os usuários pararam de reportar o problema.
Polêmica. O erro começou a ser comentado por usuários em redes sociais na manhã de quinta-feira. A falha afetou especificamente a imagem de exibição do link na rede social – o acesso aos links continuou funcionando normalmente. Postagens do Estadão também foram afetadas pelo problema.
Usuários do Instagram, que pertence ao Facebook, também relataram a falha. A empresa disse que “um número muito pequeno de pessoas foi afetado”, mas não informou dados exatos de quantos usuários foram impactados.