PROPMARK E MEIO&MENSAGEM
PROPMARK
Dados do Cenp-Meios mostram um total de R$ 5,7 bi investidos no período. Em 2019, no mesmo intervalo, foram R$ 8,2 bilhões
Leonardo Araujo
O Conselho Executivo das Normas-Padrão (Cenp) divulgou nesta quarta-feira (2) os dados do Cenp-Meios relativos aos investimentos em mídia no Brasil para o primeiro semestre de 2020.
Os números divulgados refletem os efeitos da pandemia da Covid-19 no mercado. Os dados mostram um total de R$ 5,7 bilhões investidos no período. Se comparado ao mesmo intervalo de 2019, quando R$ 8,2 bilhões foram aplicados, houve uma queda de 30%.
Percentualmente, quem mais perdeu foi o Cinema. O tombo foi de 63%. Em seguida vem Revista, com 47% a menos de investimentos, acompanhada do meio Jornal, que caiu 46%. Out of home (46%) e TV por Assinatura (41%) aparecem logo depois. TV, Rádio e Internet foram as que menos sofreram, com uma queda percentual de 28%, 27% e 23%, respectivamente.
Obviamente, o bolo se divide com valores discrepantes entre os meios. Apesar de o prejuízo do Cinema ter sido percentualmente alto, a TV aberta foi a que mais perdeu em valores e teve menos de R$ 1,2 bilhão investidos em 2020 se comparado ao mesmo período de 2019.
Falando em bolo, o share se manteve na seguinte ordem: TV (55%), Internet (22%), OOH (9%), TV paga (5,7%), Rádio (4,7%), Jornal (2%) Revista (0,7%) e Cinema (0.2%)
Vale lembrar, porém, que o levantamento de 2019 continha 218 agências contra 213 em 2020.
MEIO&MENSAGEM
Cenp-Meios aponta retração de 30% no primeiro semestre
Após queda de 22% no 1º tri, compra de mídia sofre perda de 37% no 2º tri, fechando de janeiro a junho com R$ 5,7 bilhões, ante R$ 8,2 bilhões no mesmo período de 2019
A-A+ImprimirDenunciar Erro
Alexandre Zaghi Lemos
2 de setembro de 2020 – 15h37
Crédito: Alex Secret/iStock
Os dados do Cenp-Meios, monitoramento realizado junto às maiores agência de publicidade do País pelo Conselho Executivo das Normas-Padrão (Cenp), totalizaram R$ 5,7 bilhões em compra de mídia no primeiro semestre de 2020, montante que passou pelas 213 agências certificadas que enviaram dados consolidados no período. O resultado é 30% menor que o aferido no primeiro semestre de 2019, quando 218 agências reportaram suas informações, sem considerar a inflação do período.
É importante ressaltar, que os valores somados pelo Cenp-Meios não representam o total do bolo publicitário brasileiro, pois incluem a movimentação financeira destinada à veiculação de publicidade que passa pelas agências certificadas pelo Cenp e participantes do projeto.
O reflexo do avanço global da Covid-19 foi sentido inicialmente na divulgação do Cenp-Meios relativa ao primeiro trimestre. Após visível diminuição na exposição dos anunciantes na mídia brasileira, os números mostraram queda de 22,3% no período de janeiro a março na compra de mídia que passou pelas 209 agências monitoradas, na comparação com o mesmo período de 2019, quando 214 empresas enviaram informações ao levantamento. Essa pequena diminuição de cinco agências na base das que remeteram seus dados ao Cenp-Meios não é relevante para influenciar no valor total, que caiu de R$ 3,8 bilhões para R$ 2,9 bilhões, entre janeiro e março.
Entretanto, a crise se agravou no segundo trimestre, quando a retração foi de 37%, na comparação dos R$ 2,8 bilhões somados de abril a junho de 2020, com os R$ 4,4 bilhões do segundo trimestre de 2019.
Todos os oito meios monitorados apresentaram quedas nas comparações dos primeiros seis meses de 2019 com os de 2020. Com boa parte das salas de exibição fechadas, o Cinema perdeu 64%. Os comportamentos nos demais meios foram: Revista (-48%), Jornal (-46%), TV por assinatura (-42%), OOH (-39%), TV aberta (-29%), Rádio (-28%) e Internet (-23%).
Em termos de share, a participação da TV aberta cresceu de 53,7% para 55% do bolo. E a da internet subiu de 20,2% para 22,4%. Por outro lado, a mídia OOH caiu de 10,9% para 9,4% do total. E a TV por assinatura também recuou seu share de 6,8% para 5,7%.
Veja na tabela abaixo a divisão das verbas por meio no consolidado do primeiro semestre de 2020:
O Cenp-Meios também desmembra o investimento de internet em cinco diferentes categorias: áudio, vídeo, busca, social e display/outros. Veja como ficou a distribuição das verbas publicitárias de internet no primeiro semestre de 20210: