FOLHA DE S.PAULO ON-LINE – 10/08/2020
Saber que a hidroxicloroquina apresenta efeitos colaterais que podem até matar o paciente é diferente de ouvir alguém dizer que se tratou de Covid-19 com o remédio e sobreviveu. Sim. Muita gente, milhões, sobreviveram a acidentes de trânsito sem cinto de segurança, mas milhões morreram, em vão, antes do uso obrigatório de cinto.
A distância entre ciência/estatísticas e experiências pessoais é um dos pontos que diferencia o diz-que-me-diz das redes sociais daquilo que o leitor ou espectador encontra no jornalismo profissional que se pretende minimamente isento.
A Globo lançou no Fantástico deste domingo (9) uma campanha que ressalta a valorização do jornalismo nesses tempos em que notícia falsa pode custar vidas. Em meio a uma pandemia, quem vende placebo como milagre não pode ser confundido com quem segue orientações científicas, principalmente em um país onde o presidente da República, a quem caberia orientar seu povo, trata um vírus letal como “gripezinha” e se exime de responsabilidade por não ser coveiro.
Entre as redes de televisão brasileiras, infelizmente, a Globo tem sido voz quase solitária no alerta necessário à contaminação da Covid-19.
A campanha da Globo ressalta que em tempos de extrema incerteza, o jornalismo profissional tem sido a arma mais eficaz no combate ao vírus e às desinformações alimentadas em torno da pandemia.
Na contramão da gritaria alimentada por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais, a Globo ganhou mais audiência que qualquer outro canal e a certeza de que o jornalismo conduz esse crescimento é endossada pela liderança inédita da GloboNews na TV paga. O canal se manteve em 1º lugar em alguns desses meses e subiu para a vice-liderança no PNT (Painel Nacional de TV) na média de 2020 -no ano passado, a GloboNews ficou em 7º lugar, empatada com a Discovery.
Os filmes institucionais da Globo ressaltam que o jornalista do grupo Globo sai de casa, durante a pandemia, para buscar informações, balizando um noticiário que conta com as parcerias dos jornais O Globo e Valor, da rádio CBN e do portal G1.
Ao todo, serão quatro filmes, vinhetas e peças digitais espalhados pelos intervalos da Globo e de seus canais por assinatura, redes sociais, portal, jornais e rádio.
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