FOLHA DE S.PAULO – 03/03/2020

Mônica Bergamo

A CPMI que investiga as fake news discutirá a quebra de sigilo bancário de nove empresas e três pessoas suspeitas de disseminar notícias falsas no país.


PACOTE 
A medida pode atingir Lindolfo Alves Neto e Flávia Alves, donos da Yacows, e Hans River, ex-funcionário do casal que depôs na CPMI.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, que investiga a divulgação de notícias falsas nas redes sociais e assédio virtual, raliza oitiva decorrente do requerimento nº 214/2019.Mesa:relatora da CPMI das Fake News, deputada Lídice da Mata (PSB-BA);presidente da CPMI das Fake News, senador Angelo Coronel (PSD-BA);depoente Hans River do Rio Nascimento.Foto: Jane de Araújo/Agência Senado
Ex-funcionário de empresa de disparos em massa, Hans Nascimento (à dir.) presta depoimento nesta terça (11) na CPMI das Fake News – Jane de Araújo/Agência Senado
LISTA 
Entre as empresas listadas para a quebra de sigilo estão a Maut Desenvolvimento de Software, a Kiplix Comunicação Digital e a Deep Marketing, além da própria Yacows. O advogado do casal, José Diniz, não quis se manifestar.

ASSINATURA 
Os requerimentos para a abertura dos sigilos foram apresentados na segunda (2) pela deputada Natália Bonavides (PT-RN).

LADO 
A CPMI está dividida: a oposição tem 14 votos e a base do governo Bolsonaro, outros 14. Há ainda quatro parlamentares que funcionam como fiel da balança —e que podem decidir se a quebra de sigilo será ou não aprovada.