FOLHA DE S.PAULO – 29/02/2020
Mônica Bergamo
A denúncia que originou a investigação contra o evento punk Fest Facada, autorizada pelo ministro Sergio Moro, da Segurança e Justiça, foi feita por Edson Salomão, presidente do Instituto Conservador e um dos organizadores dos protestos do dia 15 de março. O festival critica Jair Bolsonaro.
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Salomão é chefe de gabinete do deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP), da tropa de choque bolsonarista e um dos mais próximos de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.
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O assessor é investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por disseminação de fake news e já sofreu mandado de busca e apreensão em sua casa.
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“Fiz a denúncia porque as artes de divulgação desse festival são uma clara apologia ao assassinato do presidente da República”, diz Salomão, afirmando que ninguém falou com Moro sobre ela.
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Cartazes do evento mostram o presidente vomitando e um palhaço Bozo empalado. “Se fizessem isso com o Lula, qual seria a reação?”, afirma.
Facada Fest
REAÇA
O Instituto Conservador tem 2.000 filiados em 80 cidades. Segundo Salomão, tem vários “braços”, como o Movimento Conservador e a Unecon (União dos Estudantes Conservadores). E um time, o Reaças Futebol Clube.
ACELERA
Sobre os protestos do dia 15, Salomão diz que é preciso deixar “o presidente trabalhar”. “O Congresso acaba atrasando, fazendo chantagem. Nós queremos que as coisas andem”, afirma.