O ESTADO DE S.PAULO – 05/03/2020

Um dos donos da AM4 Brasil Inteligência Digital, empresa que prestou serviço à campanha de Jair Bolsonaro à Presidência, o marqueteiro digital Marcos Aurélio Carvalho afirmou que o ex-funcionário da Yacows Hans River mentiu em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Fake News. Em audiência no colegiado, ontem, Carvalho afirmou que River deve ser processado e se solidarizou com a jornalista da Folha de S.Paulo Patrícia Campos Mello, insultada pelo ex-funcionário da Yacows.


“O tal do Hans River foi muito confuso (em depoimento na CPI). Vai ter que ser processado por falso testemunho”, afirmou o marqueteiro.

Em depoimento, no dia 11 de fevereiro, River disse que a jornalista “queria sair” com ele em troca de informações para uma reportagem sobre a contratação de disparos de mensagens em campanhas – prática vedada pela lei eleitoral. O comentário, falso, fez com que Patrícia fosse alvo de ofensas machistas nas redes sociais e do próprio Bolsonaro. Na ocasião, River também disse não ter feito disparos para a campanha de Bolsonaro, mas para a de candidatos do PT.

O sócio da AM4 foi chamado a depor na comissão após suspeitas de ter contratado a Yacows para fazer disparos em massa pelo WhatsApp. No depoimento, Carvalho negou. “Nós condenamos isso veementemente.”