O GLOBO – 28/04/2020
BRUNO ROSA
—Queremos saber o que foi compartilhado e quantas pessoas tiveram os dados vazados no Brasil. Ainda não sabemos esse número. Por enquanto, estamos em fase de investigação — disse Juliana Domingues, diretora do departamento responsável pelo caso.
O Zoom tem até o fim desta semana para apresentar sua defesa. Derek Pando, diretor de Marketing Internacional da companhia de origem chinesa, disse ao GLOBO que a empresa não vende ou compartilha dados de usuários.
Segundo o executivo, quando o usuário fazia login no Zoom com a conta do Facebook, o software da rede social coletava apenas detalhes sobre os dispositivos, como tipo e versão do sistema operacional, fuso horário, modelo, operadora, tamanho da tela, núcleos do processador e espaço em disco. Mas a companhia diz ter removido esse recurso. Ontem, o aplicativo anunciou uma nova versão, com melhorias no sistema de criptografia e a possibilidade de denunciar usuários suspeitos.
— Assegurar privacidade e segurança dos usuários é prioridade. O Zoom não vende dados e nunca fez isso. Não monitoramos reuniões e seu conteúdo. Seguimos as regras de privacidade e as regulações de cadapaís—afirmou.—Continuamos engajados com o governo brasileiro, fornecendo as informações necessárias.
Com o isolamento dos que podem ficar em casa em vários países e a necessidade de reuniões virtuais, o Zoom viu o número de usuários crescer muito.. Entre dezembro de 2019 e abril deste ano, passou de 10 milhões para 300 milhões por dia, alta de 3.000%.