O ESTADO DE S.PAULO – 02/07/2020
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, prorrogou ontem por mais seis meses o inquérito das fake news, que apura ameaças e ofensas contra integrantes da Corte e seus familiares. A apuração estava prevista para ser concluída em 15 de julho. Moraes falou na “necessidade de prosseguimento das investigações”.
A investigação, acompanhada com apreensão pelo Planalto, já fechou o cerco sobre o “gabinete do ódio”, grupo de assessores do palácio comandado pelo vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos). Um dos temores é de que as provas colhidas no inquérito “turbinem” ações que miram a campanha de Jair Bolsonaro à Presidência a em 2018.
Com a prorrogação do inquérito das fake news, a apuração vai se estender até o fim do ano, durante o período em que o ministro Luiz Fux estiver no comando do STF. Fux assume a presidência do tribunal em setembro.
Também ontem, o Supremo rejeitou proposta do ministro Marco Aurélio Mello para deixar com o plenário a análise sobre atos do Executivo e do Legislativo, o que tiraria a possibilidade de os magistrados derrubarem, individualmente, decisões dos outros Poderes.