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CPI das Fake News quer investigar conteúdo de contas derrubadas por Facebook

O GLOBO – 09/07/2020

Amanda Almeida

A CPI das Fake News vai investigar se a rede de 88 contas, páginas e grupos ligados a funcionários dos gabinetes do presidente Jair Bolsonaro e aliados derrubada pelo Facebook nesta quarta-feira foi usada para disseminar conteúdo criminoso. O presidente do colegiado, Angelo Coronel (PSD-BA), quer acesso às mensagens dessa rede.

Ação que removeu rede bolsonarista do Facebook também ocorreu nos EUA, Ucrânia e outros países

O GLOBO – 09/07/2020

João Paulo Saconi

Anunciada pelo Facebook nesta quarta-feira, a remoção de uma rede com 88 páginas coordenadas por funcionários do presidente Jair Bolsonaro e de seus filhos, Flávio e Eduardo Bolsonaro, foi parte de uma operação global da plataforma. Assim como no Brasil, conteúdos produzidos ou veiculados em outros 11 países também foram derrubados. A empresa afirmou ter agido contra quatro grandes redes de desinformação online, incluindo a brasileira, para combater o que classificou como “comportamento inautêntico coordenado”. Juntas, elas somaram 480 páginas, contas de usuário e grupos deletados.

Facebook derruba rede de páginas coordenada por funcionários da Presidência e dos gabinetes de Flávio e Eduardo Bolsonaro

O GLOBO – 09/07/2020

Leonardo Cazes, João Paulo Saconi e Juliana Dal Piva

O Facebook derrubou nesta quarta-feira uma rede com 88 contas, páginas e grupos ligados a funcionários dos gabinetes do presidente Jair Bolsonaro e aliados. Entre eles, estão o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e os deputados estaduais Alana Passos e Anderson Moraes, ambos do PSL no Rio de Janeiro. Para a empresa, o conjunto removido agia para enganar sistematicamente o público, sem informar a verdadeira identidade dos administradores, desde as eleições de 2018. Os dados que constam das investigações da plataforma foram analisadas pela equipe do Digital Forensic Research Lab (DRFLab), ligado ao Atlantic Council, coordenada pela pesquisadora Luiza Bandeira. O time é especializados no combate a desinformação, fake news e violações de direitos humanos em ambientes online.

Facebook não faz o suficiente para combater discriminação, diz auditoria

O GLOBO – 09/07/2020

Sérgio Matsuura

 Apesar de o Facebook ter adotado “medidas positivas” na proteção dos direitos civis, elas foram “insuficientes” e ofuscadas por “decisões vexatórias e lamentáveis” tomadas pela rede social, que representaram “retrocessos significativos”, conclui documento divulgado ontem pela própria companhia.

‘Liberdade de expressão não pode ser usada para cometer crimes’

O ESTADO DE S.PAULO – 09/07/2020

Rayssa Motta, Fausto Macedo

Diante dos ataques recentes dirigidos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Congresso, o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Eduardo André Brandão, afirma que as instituições democráticas são fortes para reagir e aplicar a reprimenda necessária. Para o magistrado, discursos inflamados e a polarização ideológica atrapalham o País, e defende que a liberdade de expressão não é salvo-conduto para ataques, ofensas e calúnias. Nessa entrevista ao Estadão, o juiz federal fez uma análise de dispositivos legais que, recentemente, têm suscitado discussão, como a prisão após condenação em segunda instância, a Lei Orgânica da Magistratura e a figura do Juiz de Garantias. A seguir os principais trechos da entrevista.

 PL das fake news preocupa especialistas

O ESTADO DE S.PAULO – 09/07/2020

Rafael Moraes Moura

O polêmico projeto das fake news, que está sob análise na Câmara, pode limitar a liberdade de expressão, prejudicar o debate democrático e abrir margem para excessos que põem em risco a privacidade dos usuários, alertam especialistas ouvidos pelo Estadão. Entre as medidas presentes na proposta, aprovada pelo Senado, estão a exclusão de contas falsas, a moderação do conteúdo publicado em plataformas e o armazenamento de registros de mensagens disparadas por celular. O presidente Jair Bolsonaro já avisou que vai vetar o texto, caso seja aprovado pelos deputados.

Facebook barra rede ligada ao ‘gabinete do ódio’ do Planalto

O ESTADO DE S.PAULO – 09/07/2020

Bruno Romani Camila Turtelli Julia Lindner 

O Facebook retirou do ar uma rede de contas e perfis falsos ligados a integrantes do gabinete do presidente Jair Bolsonaro, a seus filhos, ao PSL e a aliados. Foram removidos 35 contas, 14 páginas, um grupo no Facebook e 38 contas no Instagram. A plataforma identificou pelo menos cinco funcionários e ex-auxiliares que disseminavam ataques a adversários políticos de Bolsonaro. Tercio Arnaud Thomaz, assessor do presidente e integrante do “gabinete do ódio”, núcleo instalado no terceiro andar do Palácio do Planalto, é um dos citados. Um dos funcionários envolvidos trabalhava para Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente e vereador no Rio. Outro identificado é contratado do deputado estadual pelo PSL de SP Coronel Nishikawa. Os citados negaram irregularidades e classificaram a medida como arbitrária. O PSL afirmou que as contas são de responsabilidade dos parlamentares. As páginas no Facebook tinham 883 mil seguidores e as contas no Instagram, 917 mil.