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Em guerra de hashtags, 1º de abril é mais associado à imprensa que a Bolsonaro
PODER360 – 01/04/2020
LUI SPOLADOR
No dia seguinte ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, a polarização voltou às redes sociais com 1º de abril como pano de fundo. Bolsonaristas e oposição trocaram provocações por meio de hashtags negativas e de apoio ao presidente. A tag #BolsonaroDay foi utilizada desde o início da manhã desta 4ª feira (1º.abr.2020) por internautas de esquerda. Os apoiadores do presidente rebateram com a tag #DiaDaExtremaImprensa. Os termos estiveram entre os principais assuntos do Twitter ao longo de toda esta 4ª feira.
A epidemia da mentira
O GLOBO – 02/04/2020
BERNARDO MELLO FRANCO
Crer que Jair Bolsonaro possa ser domado é um ato de fé. Desde os tempos do quartel, ele pensa e age como um extremista. Sua carreira política foi construída com mentiras, insultos e ameaças à democracia. Na Presidência, o capitão continua o mesmo. Seu governo opera na lógica do confronto permanente. Quem tenta moderá-lo é hostilizado e recebe a pecha de traidor, como ocorreu com o general Santos Cruz.
Lágrimas do presidente não são honestas
O GLOBO – 02/04/2020
ASCÂNIO SELEME
Não foi a primeira vez nessa crise sanitária que o presidente Bolsonaro deu sinais de que iria voltar atrás para logo em seguida destruir o esforço conciliatório. A primeira foi quando recuou da convocação para a manifestação contra Supremo e Congresso e depois correu para os braços dos manifestantes. A segunda aconteceu quando ele disse estar havendo uma histeria no país para em seguida recuar e adiante anunciar que faria uma festinha para comemorar seu aniversário e o da mulher. E, finalmente, diz num pronunciamento que a Covid-19 não passa de uma gripezinha e culpa os governadores por futura crise econômica. Depois, em novo pronunciamento fala em entendimento e trabalho conjunto com as autoridades estaduais e, no dia seguinte, compartilha vídeo fake com críticas aos governadores.
NO PRONUNCIAMENTO, O TOM QUE O PAÍS PRECISA
O GLOBO – 02/04/2020
EDITORIAL
Em pronunciamento à nação, na noite de terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro moderou o tom e indicou a necessária união diante de uma crise sem precedentes.
Pronunciamento brando na TV foi vitória da ala moderada
O ESTADO DE S.PAULO – 02/04/2020
Jussara Soares e Tânia Monteiro
Antes do pronunciamento de anteontem, ministros atuaram para convencer o presidente Jair Bolsonaro de que era preciso baixar o tom nas declarações sobre o combate ao coronavírus e passar uma imagem de “serenidade” e “união” para a população. Um dos principais argumentos é o de que os efeitos da pandemia e eventuais prejuízos políticos ainda são incalculáveis.
O mesmo de sempre
O ESTADO DE S.PAULO – 02/04/2020
EDITORIAL
Durou apenas algumas horas a suposta moderação do presidente Jair Bolsonaro ao lidar com a crise gerada pela epidemia de covid-19. Se na terça-feira à noite, em cadeia de rádio e TV, Bolsonaro deixou de lado o costumeiro tom raivoso e se esforçou para soar presidencial, defendendo “a união de todos, num grande pacto pela preservação da vida e dos empregos”, na quarta-feira de manhã o presidente voltou a ser o que sempre foi e, quem sabe, sempre será.
Jornais brasileiros lançam produtos criativos para ajudar leitores a lidarem com o isolamento causado pelo coronavírus
CENTRO KNIGHT – 01/04/2020
Júlio Lubianco
Na medida em que o isolamento causado pelo coronavírus altera os hábitos sociais da população, jornais do Brasil têm investido em alternativas para engajar os leitores para além do noticiário.
O coronavírus e os veículos de comunicação − III
PORTAL DOS JORNALISTAS – 01/04/2020
Isabele Benito, Mari Palma e Phelipe Siani estão sem sintomas, mas em isolamento.
Editor do Monitor Mercantil morre no Rio com suspeita de covid-19
PORTAL IMPRENSA – 01/04/2020
Editor-chefe do jornal Monitor Mercantil, publicação onde ingressou em 1988, o jornalista Lauro Freitas Filho, de 61 anos, morreu no Rio, no último sábado (28), com sintomas da covid-19.
Imprensa apanha, mas salva vidas
O GLOBO – 02/04/2020
CORA RÓNAI
Não é de hoje que a imprensa apanha no Brasil. Lula a elegeu como inimiga preferencial, hostilizou jornalistas e acha que o grande erro que cometeu durante os seus mandatos foi não “regular os meios de comunicação”, um eufemismo para censurar a mídia. Seus blogueiros “progressistas” e sua militância raivosa cuidavam de desmoralizar qualquer colunista ou órgão de imprensa que ousasse se manifestar contra os poderosos da ocasião e os atos do governo. A grande imprensa virou “mídia golpista”: repórteres eram hostilizados em manifestações e agredidos nas ruas e nas redes sociais.